Iyá Leke
Poetisa, Escritora, Pesquisadora, faz intercâmbio cultural entre Brasil e Nigéria, é Semeadora de Cultura Mítica nas Tradições Afro-Brasileiras
Adriana Rodrigues conhecida como Iyá Leke, é Iyalorixá do Candomblé de Ketu, Mestra de Cultura Popular, arquivista formada pela UFSC e presidenta do Instituto Odoiyá, reconhecido como Ponto de Cultura, Ponto de Memória e Utilidade Pública Municipal em Florianópolis. Sua atuação integra espiritualidade, memória, educação antirracista e políticas culturais voltadas à preservação das tradições de matriz africana. Há mais de vinte anos conduz o Ilê Asè Omi Olodô Tolá, desenvolvendo rituais, ações comunitárias e processos formativos que fortalecem a ancestralidade yorubá no sul do Brasil.
Em 2024, recebeu em Ilê Ifé (Nigéria) o título Yeye Orisa Tunwase Obatalá Brazil, reconhecimento por sua liderança religiosa e compromisso com o equilíbrio espiritual. Na área do patrimônio cultural, é autora da cartilha “Axé: Sim! Nós Temos Patrimônio: Cartilha de conservação e preservação de acervos documentais de terreiros de candomblé”, premiada pela Fundação Cultural Palmares (2023), e coordenadora do projeto “Mãe Marli de Iemanjá: memória e o Candomblé em Santa Catarina”, contemplado pelo Prêmio Elisabete Anderle. Também lidera o Projeto Ilê Ifé em Sintonia com os Territórios Afro Diaspóricos , que resultou no livro “Do Carnaval na Ilha de Florianópolis ao Ólojó em Ilê Ifé: uma ponte de alegria em diáspora africana” (2024), no Festival Ilê Ifé e em pesquisas etnográficas realizadas na Nigéria.
Iyá Leke coordena ainda o tradicional Presente de Iemanjá Iyá Leke - Campeche, este, patrimônio municipal do município de Florianópolis que há mais de duas décadas reúne milhares de pessoas em celebração pública marcada por espiritualidade, cultura popular, acessibilidade e sustentabilidade ambiental . No campo dos direitos humanos, idealiza o projeto Encante-se Saberes e Fazeres do Candomblé Combate à Violência Contra Mulher , com ações no carnaval e no poder público para o enfrentamento à violência de gênero e ao racismo religioso, contemplado em 2025 pela Prefeitura de Florianópolis. Como realizadora cultural, da exposição “O Sagrado Africano: A Arte Yorubá como Referência Espiritual”, apresentada no MESC, na UFSC e no Festival Ilê Ifé. Atua também em ações de solidariedade, como o Vambora Alimentar?, apoiando famílias indígenas e afrodescendentes em vulnerabilidade.
Participou de eventos como o Festival Confluir, o Seminário de Enfrentamento ao Racismo Religioso no MPSC e o Encontro Internacional Pós-Colonial e Decolonial AYA da UDESC, além de integrar o livro “Xirê Epistemológico” (2021). Recebeu reconhecimentos como o Prêmio Aldir Blanc – Trajetória Cultural (2020) e o Prêmio Sabores e Saberes: Comida de Terreiros Fundação Palmares 2025